Topada.
Nem sempre entendi meus tropeços como parte da jornada, por muitas vezes, culpei apenas a topada, foi ao me levantar que tracei minha própria estrada e percebi, no caminho, o quanto estava errada. Agradeço ao destino pela rota traçada e ao tempo, por sustentar minha caminhada. Seguindo o caminho através dos meus passos, notei tropeços antigos no mesmo espaço. Por muito tempo insisti em chamar de acaso, ignorando os sinais marcados no traço. Mas e se não for acaso? E se for o meu jeito, repetindo o mesmo compasso? Será que meu passo anda desalinhado, ou tento avançar num ritmo apressado? E se o calçado que uso já não serve mais, mas, por costume, insisto em olhar para trás? Foi então que escolhi mudar o percurso, assumir o caminho e seguir o meu curso. Sem culpar o chão quando eu falhar, nem esperar que ele venha facilitar. No fim, eu aprendi a reconhecer: é no meu passo que nasce o caminho que escolho percorrer. Tamires Liz.
